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TRANSCINEMA


MANHUNT 2

 

 

 

 

 

O jogo é da Rockstar (UK, 2007)

ele tem 15 fases

encontrei numa busca inicial 

duas páginas na net sobre o jogo:

http://www.forum-vp.com/t5316-manhunt-1-e-2-detonado

http://manhunt2dicas.blogspot.com/2009/03/dicas-para-manhunt-2-ps2.html

 

 

As 15 Fases do Jogo

1-Awakening
2-Ghosts
3-Sexual Deviants
4- Red Light
5-Best Friends
6-Safe house
7-Bees honey Pot
8-Assassination
9-Most Wanted 
10-Ritual Cleansing

11-Origins
12-Broadcast Interrupted

13-Altered State
14-Domestic Disturbance
15-Cemetery



Escrito por cinemaeducacao às 19h52
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livros para introdução à temática do aprisionamento e educação

 

A laranja mecânica - Antony Burgues

http://www.editoraaleph.com.br/site/media/catalog/product/f/i/file_10.pdf

http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/5174.pdf

 

Memória da casa dos mortos - Fidor Dostoievski

http://www.general-files.com/download/gsa53c0a6h17i0/fiodor%20dostoievski%20-%20recorda%26%23231%3B%26%23227%3Bo%20da%20casa%20dos%20mortos.zip.html

http://www.ileel.ufu.br/anaisdosilel/pt/arquivos/silel2011/1424.pdf

 

O labirito humano - Reich

http://www.skoob.com.br/livro/149713

http://biossintese.psc.br/textos_artigos/tens%C3%A3o_do_carater_david_boadella.pdf

 

A divina comédia - Alighieri

http://www.stelle.com.br/

 

 

 



Escrito por cinemaeducacao às 11h59
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Canal de Transcinema

 

http://www.youtube.com/user/Dtierro25?feature=mhee

 

 

eSES MENINAS sON pERFEITAMENTE

cApazes, de discernir sobre as

Coisas, que acontecem nas gera

DE oUTRa MANEIRA O MINÉRIO foi

AQUELE NOSSO amor tão verdadei

Montanhas, e montanhas e mon

 

jelho dói, e não há nada a faz

meu carro de boi, minha faca

meu cavalo, e minha natureza...

 

e basta lançar desafio

e grunir como um raio temporal

e som, do sexo

da justiça

 

todas as coisas são pra voce

principalmente as flores, vivas

e a força bendita do amor

desde Beto Guedes eu sei

da história

da história

da história

da música tropical

 




Escrito por cinemaeducacao às 15h21
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I semana de reflexões sobre trajetória escolar e jogos digitais


grupode monografia

VIF

FAE

UEMG

 

 

 

 

A dublagem cômoda

tierro

 

 

Diante do botãozinho da TV, que faz com que a dublagem desapareça e eu tenha que enfrentar a realidade cultural semmaquiagem, esse botãozinho eu não consigo apertar!!! , ... , e mais, é necessário que eu nem mesmo saiba o que significa a tecla SAP, para não ficar com culpa em meu coração!!! Com pena dos anos que freqüentei o banco escolar e estudei inglês para nada! A funcionalidade do conteúdo escolar, voltado para uma certificação, para uma titulação, para pegar um diploma que me abrirá portas e janelas profissionais, impede que eu perceba que muito mais do que isso é o sentido, a transformação, as mudanças existenciais que a educação pode promover. Mais uma vez pensemos Paulo Freire quando ele faz da esperança e do conhecimento. Podemos hierarquizar os conhecimentos não em termos de sua funcionalidade dentro do sistema, mas também em termos da quantidade de esperança que ele pode nos trazer, na quantidade de possibilidades de humanização que podemos obter estudando, ensinando, aprendendo. A esperança de que o ser humano possa se refazer naquilo que ele tem falhado tanto: sua capacidade de amar, de se solidarizar, de se plenificar, de se organizar, de construir ao seu redor relações emocionais e culturais marcadas pelo respeito à vida e ao direito de todos. Tudo isso o diploma, o título, não podem garantir.

 

Estudamos ciência, mas não despertamos a curiosidade de continuar a ler sobre o corpo humano, sobre psicologia, sobre nossas emoções, sobre as dimensões de nossas personalidades. O estudo de ciência não abre essa porta para que prossigamos. Geralmente temos a aflição de terminar logo aquela disciplina e juramos que nunca mais abriremos um livro de ciências na vida, ou outro que fale e dê continuidade a estas questões. Estudamos história mas não prosseguimos aprofundando as questões filosóficas, sociológicas, antropológicas. Não construímos a sede de saber por que as coisas são como são e como podemos intervir de maneira mais eficiente. Ao terminar o curso de história temos aflição de fechar o livro e viver a vida real, deixar as abstrações. Nem percebemos que todas as outras coisas que não consideramos abstrações são igualmente abstratas. O mundo ao nosso redor é o mundo de sentidos, e esses sentidos são mutáveis. Estudar história não me leva a querer continuar lendo, aprofundando. Continuo precisando de tradutores, precisando que alguém decodifique as informações, que o jornal nacional me diga o que esta acontecendo ao meu redor. Estudamos geografia, estudamos matemática, estudamos para passar em provas, em exames, em concursos. E só. Entretanto, sem que percebamos, as estruturas de produção, as estruturas políticas, vão deixando de ser infantis e ingênuas, vão se complexificando. Nem mesmo as ferramentas de compreensão da realidade que usávamos no passado, servem mais. O Marxismo já não dá conta de lançar luzes no fundo do poço, por que os empresários, os religiosos, os comerciantes, toda a forma de produção e controle social, nós, todos juntos, estamos cavando cada vez mais fundo em nossa dependência do sistema. Torna-se cada vez mais difícil falar em mudanças. Nem mesmo a chegada de um partido de esquerda brasileiro ao poder, um partido de bases populares, um partido que nos trazia esperanças como o PT, têm significado as mudanças que tanto precisamos.

 

Outra vez eu estou segurando o controle da TV e olhando para o botão da tecla SAP. Agora tenho medo de ouvir a verdadeira voz do que está acontecendo. Prefiro a tradução em minha língua, prefiro a simplificação. Meu povo brasileiro se acostumou a viver na senzala e necessita de tradutores que corram até a casa grande para trazer as notícias do patrão, os desejos do patrão. E então, continuamos.

 

O conhecimento escolar pode nos proporcionar uma nova dimensão para que nossas vidas normais e tediosas se ampliem. Que sabe se educadores, professores, pedagogos, estudantes, fizerem um esforço de vencer a tendência àfuncionalidade da educação escolar em nome da efetividade, da apropriação macunaímica do saber, possamos abrir os caminhos. E então o milagre da tecla SAP deixe de ser apenas um luxo para aqueles bem nutridos filhos da burguesia que com saudades de Londres gostam de exercitar seu inglês? Quem sabe o botãozinho possa ser acionado mais vezes e então possamos enxergar e ouvir outros mundos?

 

 

A efetividade do conhecimento escolar

David Tierro

 

A tecla SAP das televisões modernas nos permite algumas reflexões interessantes. E um botãozinho que faz com que o filme ou desenho, em seu formato original, seja enviado para sua tv ao invés da cópia dublada. E um botãozinho que muito poucas pessoas fazem uso, por que a maioria dos filmes são em inglês e o nosso inglês, assim como o da maioria da população brasileira, é muito mal, para não dizer inexistente. Somos da geração que não saiu do verbo to be, talvez seja mais honesto dizer que nem entramos. Por que to be é SER, e o nosso inglês nem mesmo é. Nesse momento a tecla SAP se torna um problema filosófico para educadores e educandos. A questão para nós é: o ensino que construímos é ou não é pra se viver a partir dele? Todo o inglês que estudamos em nossa formação não nos torna capazes de assentar diante da TV e aperta a tecla SAP para entrar em outra cultura e compreendê-la.

 

Paulo Freire fala na pedagogia do oprimido da necessidade que o ser humano tem de significar sua vida para fazer e refazê-la, de dar novos sentidos, e principalmente de abandonar os sentidos que os dominantes dão para as vidas dos dominados, no caso nós, a maioria. Estudar é uma forma muito interessante de acrescentar novos elementos às nossas vidas, para fazê-las e refazê-las. Entretanto temos no Brasil um grande problema com nossas instituições de ensino-aprendizado. Sua efetividade. O conhecimento escolar é útil para responder às necessidades de sentido que nossas vidas possuem?

 

Quando paramos para pensar na utilidade do conhecimento escolar esbarramos imediatamente com uma dimensão ultravalorizada desse conhecimento; a sua funcionalidade. A certificação, a titulação, os processos de qualificação em que estamos inseridos fazem com que o sentido do estudo, do ensino, do aprendizado, tenha uma fundamentação prática, ligada com as relações profissionais, produtivas, informais. Ai eu volto à tecla SAP. O inglês que aprendo na escola, e que para 90 por cento da população estudantil brasileira será oúnico contato com essa língua estrangeira que teremos, a língua dos dominantes, esse inglês escolar me ajuda muito a saber a tradução da expressão hot-dog, e nada mais (talvez também a pouco conhecida the books on the table). Temos uma relação funcional com o inglês, chamado de inglêsinstrumental. O próprio nome instrumental já é uma canalhice. Não gera possibilidade de relação, de compreensão. Legitima uma opressão cultural. Continuamos a deixar as opiniões dostradutores ser a opinião mais certa (tradutores aqui não são apenas os dubladores. Estes também. Quantos professores não são na verdade dubladores?)


 



Escrito por cinemaeducacao às 21h07
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Trajetória, sucesso pessoal, família e vídeo games

David J. T. Ramos

 

 

A vontade é jogar o dia inteiro, as plataformas, Playstation, Xbox, Nintendo, fliperamas, PCs são cada vez mais interessantes, mais atrativas, mais provocadoras. O mercado dos jogos digitais movimenta bilhões de dólares e mobiliza milhões de jogadores pelo mundo. Desde a década de 80 do século XX, os jogos eletrônicos gradualmente se tornam componentes constantes no processo de formação dos indivíduos, parte importante de suas trajetórias, por uma série de motivos, principalmente pela quantidade de estímulos e habilidades cognitivas desenvolvidas. Mas e a vida real? E as demandas reais cotidianas?


A socialização das crianças se inicia na célula familiar, espaço de alimentação, afetividade, segurança e educação. Nas sociedades capitalistas, paralelo à educação desenvolvida na família há a obrigatoriedade da escola. Obrigatória e cada vez mais influenciante, a vida escolar passa a ser um imperativo categórico na vida de 95% das crianças de Minas Gerais, que em média tem 4 horas de permanência na vida escolar e tantas outras horas diárias em atividades escolares. Já não é possível pensar a vida de uma criança atualmente sem a escola, e essa necessidade e obrigação mobiliza as famílias, que projetam expectativas e projetos de vida para seus filhos, na crença de que para encontrar trabalho e melhores condições de vida, a escola é fundamental.


Sim, e é mesmo, no modo de produção capitalista, o sujeito precisa se especializar em sua força de trabalho para poder vendê-la por um salário, para o estado, ou para empresários e comerciantes, já não se pode escolher livremente uma trajetória independente desse espectro de vida capitalista. E as famílias então se relacionam com a escola de forma a representar aquilo que Paulo Freire chamou de “educação bancária”, ou seja, a criança é entregue à instituição escolar pela família com a esperança de que conhecimentos sejam depositados nela.


Essa imagem fica nítida quando analisamos a educação infantil, onde crianças passam até 12 horas em instituições escolares para que os pais possam ter tempo livre para o trabalho capitalista e para o consumo. Voltemos ao jogo, entretanto, ao jogo digital, as horas que se passa diante de um computador ou de uma televisão ou de um fliperama, em busca de divertimento, de alegria, de praticar esporte (sim, pois jogos digitais já figuram como modalidades esportivas, tendo campeonatos e grandes premiações). Em muitos momentos o jogo se apresenta como uma realidade alternativa para a criança, alternativa à vida familiar, cheia de pressões afetivas, sociais e econômicas, e a escola, também cheia de pressões, cognitivas, políticas, educacionais. Essas três realidades, a virtual, a familiar e a escolar, formam um tripé presente na vida de milhões de crianças e que são fatores de evolução de sua trajetória pessoal. Em geral o sucesso dessa trajetória pode ser considerado a partir dessas três perspectivas.

1.        Trajetória sócio-cultural das crianças mineiras: realidade virtualrealidade familiar e realidade escolar



Utilizados para ensinar pilotos de avião, os simuladores de vôo são parte obrigatória na formação de aeronautas. No exército norte americano, parte da tropa joga “Us army” para aprender as táticas e estratégias de combate. Em vários setores empresariais, jogos como “The sims” são utilizados para demonstrar como os negócios atingem a vida pessoa dos indivíduos. Uma série de exemplos podemos dar sobre a relação entre os jogos digitais e a vida profissional.

Ao contrário do que muitas vezes se pensa, a criança não é um ser passivo frente às seduções da mídia. "Ao assistir TV ou navegar na Internet, por exemplo, a criança tem uma postura ativa. Ela 'ressiginifica' os conteúdos a partir de seu momento, de seus interesses e vivências", diz o educador Claudemir Edson Viana, pesquisador do Laboratório de Pesquisa sobre Criança, Imaginário e Televisão (Lapic), da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Para ele, é um equívoco considerar a criança como uma "folha em branco" que apenas recebe informações e estímulos. Viana é autor de uma tese de doutorado que analisou as relações entre aprendizagem infantil e jogos digitais. Segundo ele, é necessário que a escola quebre preconceitos e introduza a abordagem desses jogos em sala de aula. "Não se trata de substituir a escola ou o educador. O que se propõe é que o adulto se dedique mais à compreensão do universo infantil", sugere. O pesquisador entrevistou 30 crianças com idade entre 8 e 10 anos, estudantes de uma escola de classe média paulistana. Num primeiro momento, Viana identificou os jogos digitais on-line (disponíveis na Internet) preferidos dos estudantes. Em seguida, dedicou-se a "conhecer os jogos" e, numa segunda entrevista, fez questionamentos mais elaborados. A pesquisa verificou que a escolha dos jogos costuma reproduzir o que ocorre em outras brincadeiras. "A essência do jogo continua a mesma, com a presença de competição, esportes e histórias. Também há uma diferença entre os gêneros. Meninos preferem jogos de luta e estratégia, enquanto as meninas optam por sites de bonecas, pintar e colorir", conta Viana. (1)


A realidade escolar não é o melhor lugar do mundo. Quem gosta de escola? Quem aprecia a vida escolar? Se a escola não fosse obrigatória, 9 milhões de crianças e adolescentes mineiros entrariam nos mais de quatro mil prédios escolares, públicos e particulares, todos os dias? Freqüentaríamos a escola se a demanda capitalista por mão de obra escolarizada não fosse arbitrária e decidida em leis? Se as famílias não fossem ameaçadas legalmente elas enviariam seus filhos para a escola? Escolarizar cada vez mais cedo as crianças é uma forma de adequá-las à vida escolar e minimizar as crises existenciais vividas pelos anos e anos em séries e intermináveis conteúdos curriculares? Qual é o prazer de se ter uma vida escolar?

 

 



Escrito por cinemaeducacao às 20h38
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A perspectiva de se entrar, ao menos nos mercados periféricos, coloca uma áurea na escolarização, uma áurea de necessidade, de dever, de moral. E quanto mais se evolui dentro da escola, o que não significa aquisição de valores mais complexos, mas simplesmente a trajetória de um “sucesso” na passagem de uma série a outra, quanto mais progredimos, mais vemos o afunilamento e a política perversa da própria sociedade capitalista. Imaginemos a trajetória de uma criança de escola pública e uma outra criança de escola particular. Se o objetivo da trajetória escolar de ambas for atingir, no final do ensino médio, uma habilidade cognitiva que permita passar num vestibular de medicina, por exemplo, vamos perceber as contradições do enorme sistema de escolarização montados no Brasil desde 1832, data da promulgação da lei da escola pública no Brasil. As chances de uma criança de escola pública de estar preparada para um vestibular perverso ao curso de medicina são menores em média do que as chances de uma criança de trajetória em escolas particulares no mesmo perverso vestibular. O que acontece? Não é uma crítica vazia. Analisando a trajetória escolar dos alunos matriculados no primeiro período de medicina na UFMG, por exemplo, podemos ver claramente que a escola particular, a rede particular é a detentora da maioria absoluta dos “sucessos” na entrada acadêmica. E esse panorama vai nos indicar que existe um “mapa” dos cursos destinados a alunos de escola pública e dos cursos destinados a alunos de escolas particulares. A trajetória de sucesso escolar está definida no ato de entrada em uma escola pública? Um fato interessante que não pode ser comprovado cientificamente, mas que é ainda assim relevante, é o comentário de muitos professores de escolas públicas que, se tivessem condições, ou, tendo condições, colocam seus filhos em escolas particulares, definidas como um lugar onde a criança tem “mais chances de sucesso’ isso nos leva a perceber que o sentido de “Educação Pública e gratuita” não é um índice de garantia de qualidade na trajetória, pelo menos se o objetivo for ocupar uma vaga nos cursos estratégicos ao próprio sistema capitalista, como medicina, direito, administração, fisioterapia, comunicação, etc. então, uma boa trajetória escolar é uma trajetória em uma instituição onde se paga pela educação?


Mensalidades altíssimas são necessárias para garantir que um estudante possa ter um fluxo estrategicamente mais avantajado do que outros? Não necessariamente. As regras dos grupos político-econômicos que ingressam na escola pública e os que ingressam em escolas particulares são diferentes. São grupos sócio culturais diferentes, com valores diferentes, inseridos em dinâmicas culturais diferentes, o que faz, por exemplo, com que colégios como Santo Agostinho, Maximus, São Francisco, Loyola, tenham um público negro baixíssimo, dada a condição desfavorável da etnia negra ao longo da história do Brasil. Quando a escola pública foi fundada neste país, o homem e a mulher negros eram considerados animais de trabalho escravo. Desde então uma crise cultural acompanha a vida política brasileira, que a escola não diminui, pois os dois sistemas de ensinos que convivem paralelos indicam essa continuidade da crise.

Os resultados do Censo Escolar 2005 apontaram um índice de 33% de negros em escolas privadas do Brasil. A porcentagem fica abaixo dos 48% da população brasileira jovem (entre 5 e 24 anos) que se considera negro ou pardo. Nas escolas públicas, segundo o IBGE, o índice de alunos negros ou pardos chega a 56,4% dos alunos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo. A pesquisa, que pela primeira vez levantou dados étnicos, gerou polêmica por deixar esta opção optativa e em caráter de autodeclaração. Cerca de 20% dos entrevistados não se pronunciaram. Os dados afirmam também que o percentual não varia muito entre os ensinos fundamental e médio. Nas escolas particulares, 34% dos alunos do fundamental que declararam a etnia disseram ser pretos e pardos - cai para 30% no médio. Já na rede pública, o índice é de 60% e 57%, respectivamente. Segundo especialistas, os números da rede pública refletem a universalização do ensino fundamental a partir da década de 70, gerando uma demanda pelo nível médio. No caso da rede particular, o percentual baixo reflete diferenças sociais e discriminação. Outro ponto que chama a atenção é o "embranquecimento" na educação. Os negros entram na escola, mas não conseguem avançar nos estudos. "A questão é a diferença de aproveitamento ao longo da vida escolar", aponta o professor Marcelo Paixão, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele lembra que, enquanto 53% das crianças brancas de dez anos estavam na série ideal para a idade, só 35% das crianças negras se encaixavam no perfil. A professora Regina Vinhaes, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) diz que o ensino deve ter um caráter mais cidadão. (2)


2.        Trajetória escolar em escolas públicas, trajetória escolar em escolas privadas e diferenças de modelos econômicos familiares como determinantes para o sucesso escolar


A vida em família no século XXI, como é? Célula estrutural da experiência humana, a família como estética, como forma estética, tem se transformado significativamente, de forma que vários tipos de associações humanas, afetivo-sexual-econômicas, são consideradas famílias e passíveis de educar uma criança até seu próprio desenvolvimento e capacidade reprodutiva. O conceito de Lévi-Strauss nos é significativo quando definimos família:

 a família nasce a partir do momento em que haja casamento, passando portanto a haver cônjuges e filhos nascidos da união destes. Os seus membros, que se mantêm unidos por laços legais, econômicos e religiosos, respeitam uma rede de proibições e privilégios sexuais e encontram-se vinculados por sentimentos psicológicos como o amor, o afecto e o respeito. (3)

 

Mais do que isso, para uma perspectiva estruturalista da família, a célula familiar é responsável materialmente pela trajetória da criança, de seu nascimento até a sua fase reprodutiva, que ocorre biologicamente pelos 14 anos. Com o prolongamento da infância e adolescência, para fins capitalistas de consumo, adolescência que pode ser vivida tranquilamente por indivíduos até os 30 anos de idade, a família tem uma responsabilidade original de capacitar o indivíduo para que ele atinja sua maturidade sexual e política e possa, ele mesmo, gerar uma nova família. Essa perspectiva também está em mutação, pois o estado assume cada vez mais a responsabilidade de cuidar da criança, para liberar os pais ao trabalho, contando com a instituição escolar como representante. A educação infantil ganha enfoque na presente sociedade.


Outro fator importante na trajetória do sujeito em nossas sociedades, que representa um elo entre a família e a escola são os ciclos de consumo, organizados através de festas cívicas escolares e que tem por finalidade preparar o sujeito para o consumo, para a compra de mercadorias, associando seu trabalho, ou o salário obtido com o aluguel de sua força de trabalho na compra cíclica. Dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, natal, páscoa, dia dos namorados, essas datas se tornam tão mais importantes do que o dia da bandeira, dia do índio, dia do golpe militar, dia da independência. Na trajetória do sujeito, a família, as redes sociais afetivas, são enfatizadas como oportunidades para consumo e grandes lucros emrpesariais, movendo toda a máquina econômica publicitária e gerando bilhões de dólares anuais em recursos. É claro que a cada ciclo de produção, compras e consumo, o empobrecimento do meio ambiente ocorre, pois exatamente nessas oportunidades bilhões de toneladas de dejetos industriais e lixo doméstico são espalhados pela superfície do planeta, gerando um dano irreparável ao meio ambiente. Em minas gerais 500 espécies de animais estão em extinção, e milhares de espécies de plantas também, pois a máquina produtiva do estado brasileiro avança sobre os biomas para obter riquezas a serem transformadas em mercadorias. É claro que a escola não problematiza esse problema, pois serve ao sistema capitalista, sua finalidade é preparar para a vida social e profissional milhões de pessoas anualmente, prontos a entrar em postos de trabalho.


O filme BARAKA (1991) mostra bem essa realidade. De certo modo a vida escolar propõe como parte da experiência pessoal o consumo irrefletido, proporcionado pela destruição gradativa do ambiente. Isso não é discutido pelos estudantes. Dessa maneira, a trajetória de sucesso escolar, na verdade é uma trajetória de fracasso ambiental, o que faz com que nossa perspectiva de “sucesso” esteja ligada a parâmetros exclusivamente políticos e estreitos demais. A acima de tudo, a grande pergunta, ou as grandes perguntas; a vida familiar é prazerosa? A vida escolar é prazerosa? Seja escola particular, seja escola pública, o sujeito a ser moldado é o sujeito da acumulação de capital e da destruição sistemática do ambiente, o sujeito competitivo, fragmentado (dominador dos conteúdos separados e incapaz de realizar a grande síntese), o sujeito cumpridor de horários e metas externas às próprias inclinações individuais, o sujeito socializado para a vida em cidades e pronto para os ciclos de consumo anuais que realmente movem o sistema capitalista.


3.        O jogo BULLY como metáfora das possibilidades de crítica à idéia de sucesso na trajetória escolar


Referências

1 - http://www.usp.br/agen/repgs/2005/pags/099.htm.Texto: Educadores ainda são resistentes ao uso de mídias em sala de aula, de Flávia Souza. 31/05/2011

2- http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/Censo+aponta+apenas+de+negros+em+escolas+privadas.html. Texto: Censo aponta presença de 33% de negros em escolas particulares.

3 - http://conceito.de/familia

 

 



Escrito por cinemaeducacao às 20h38
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Carta aos estudantes de pedagogia do primeiro semestre de 2011

 


Essa semana uma aluna me disse algo intrigante, e que me motivou a apresentar uma reflexão um pouco difícil, mas necessária, pelo menos para mim. É que dentro da faculdade de educação, todos os assuntos referentes à relação professor-aluno não podem ser tratados com a ótica da normalidade. Na verdade a relação professor aluno se converte, em si mesma, num objeto de estudo de ambos. Pelo menos me parece ser o caminho para quem deseja fazer do trabalho docente um trabalho permanente, fonte de sobrevivência emocional, material, espiritual.

O caso é o seguinte. A aluna chegou para mim e me disse o seguinte: “professor, eu escutei alguém falando mal do senhor, te chamando de ‘doidão’, ai eu fui e te defendi”. Bom, queria analisar isso. ‘doidão’ é uma coisa profundamente pejorativa. Mas antes de mais nada, não preciso que ninguém me defenda. E muito menos considerarei essa defesa em termos de reconhecer o aluno ‘defensor’ como alguém que possa ser agraciado com uma ‘recompensa’, em termos de nota, ou de aceitação. Claro que quando somos amigos, isso ocorre naturalmente. Mas em ocasiões como a citada acima, a questão é outra. Queria que o meu trabalho me defendesse, e o trabalho em educação consiste, no fundo, em possibilitar um ser humano a pensar melhor sobre si mesmo, e conseqüentemente, a agir coletivamente de maneira libertária. As virtudes sociais de um indivíduo podem ser desenvolvidas pelo processo de aprendizagem acadêmica, juntamente com suas virtudes intelectuais. Mas o rótulo de doidão é de alguma forma uma espécie de negação de uma possibilidade de raciocinar diferente. Vejamos, doidão é o que: esquisito? Exótico? Imprevisível? Ameaçador? Incontrolável, ilógico? Maluco? Impreciso? Mais do que isso, doidão é uma caricaturização que me leva a confortavelmente não admitir como possível de legitimidade o que está sendo dito. Ah, mas o que eu sei sobre educar? Minha experiência escolar? Poxa vida, a experiência escolar é muito ruim no seu escopo geral, para eu admitir que educar e aprender tem a ver absolutamente com aquilo. A universidade surge antes da escola, a universidade surge antes da televisão, do anti-concepcional, do computador, antes do automóvel, a universidade é uma tecnologia de construção humana onde pessoas livres raciocinam sobre temas, sobre a existência, sobre aspectos da realidade. É claro que não somos completamente livres, o capitalismo nos dá essa ilusão, mas não somos, estamos atrelados ao trabalho-empregatício e aos hábitos de consumo industrial, e em torno disso gira nossa vida. E o que é doidão nesses termos dessa vida capitalista? É alguém que está propondo algo fora desse sistema de coisas?! Mais do que isso, quando eu escutei isso dessa aluna, como uma forma de agressão inclusive dela mesma, eu me lembrei que a faculdade de educação abriga tanto pessoa excelentes do ponto de vista da honra, como crápulas, pessoas baixas, fofoqueiros, caluniosos, pessoas orgulhosas, vaidosas. Um exemplo é o movimento dos professores da FaE; um movimento ridículo principalmente porque as lideranças são pessoas pavonescas, que adoram escutar a própria voz. Durante anos os professores ficamos sendo geridos por falantes esnobes mestre doutores que na primeira oportunidade de trocar a UEMG pela UFMG não pensaram duas vezes, deixando seus seguidores, menos capazes, a ver navios. Na última leva de oportunistas, perdemos o grande rei do favo, um canastrão falante, que provou pouco nas atitudes sua habilidade crítica. O movimento dos professores da FaE reflete o grau de alienação que nós professores possuímos. Mas voltando ao termo doidão, quero dizer que esse codinome é usado em escolas também, para designar aqueles professores que agem diferente, que buscam novas fórmulas, ou simplesmente querem demolir o sistema. O termo doidão é uma prisão, uma acusação que para mim é feita principalmente pelo ‘normalzão’, e esse normalzão é aquela indivíduo que tem dificuldade com novas situações, que tem dificuldade de ver fora de padrões estreitos de moral, ou de imoralidade. Poxa, o normalzão é o seguidor de regras, seja elas honestas ou não. É honesto o que a escola está fazendo ao assumir a educação de crianças tão pequenas para que os pais se enchafurdem no trabalho escravo capitalista, no consumo exagerado e o estado possa exibir propagandas mentirosas para eleger em ciclos perversos pessoas tão ruins e inescrupulosas? Mas é a normalidade que nos faz aceitar estruturas sociais tão horrorosas como os índices de assassinatos regulares. Os normalzões, que acuam os doidões de estarem fora das regras, de serem dionisíacos demais, apolíneos demais, usam esse parâmetro para justificar o fato de não conhecerem a si mesmos, não possibilitarem a si mesmos de construírem novas possibilidades. As escolas estão repletas de professores normalzões, as faculdades estão cheias de alunos normalzões. Aqueles alunos que ainda no segundo período já acham que entendem a totalidade, alunos reclamões, que odeiam todos os movimentos que fogem à sua lógica míope, qualquer coisas que atinja seu mundo perfeito, suas teorias acabadas e prontas. Tenho visto muitos alunos assim no segundo período, já ha algum tempo. Como é difícil dizer a eles que já existe coisas tão complexas e para além de sua visão como o conexionismo, a fenomenologia, a física quântica, a nanotecnologia reversa. E dizer mais, dizer que tem tanta coisa ainda desconhecida, tantas fronteiras ainda não construídas, tantas palavras ainda não distas, e posturas, e tanta coisa nova ainda por conhecer. O normalzão quer o básico, se possível nem mexer na carteira. Ele quer o mastigado mastigável, quer o mínimo impacto, quer o mundo cristão redondo e previsível. O normalzão tem futuro no mundo capitalista, claro. Para o doidão, tem a terapia, tem a prisão, tem a marginalidade. Pois eu rejeito esses dois rótulos, rejeito inclusive a análise que acabo de fazer. Vejo um aluno reclamar demais, fofocar demais, fazer birra demais; pode saber: o cara tem dificuldade de ler, tem coisas demais pra fazer, tem capital cultural voltado para televisão e cinema de entretenimento, tem gastos, tem outro mundo, a universidade é um apêndice de tudo isso, é uma forma legal de adquirir um papel onde estará escrito que ele pode concorrer a um concurso, ou algo assim. Mas se for essa a finalidade de universalizar o pensamento, se entrar na universidade for uma forma de extremar a capacidade de ser vaidoso (e olha, na FaE tem muita gente como professor que precisa aprender também). Eu nem sei mais as razões que me levaram a entrar no curso de pedagogia, a me formar pedagogo, sei que é uma profissão complexa, mesmo com o reducionismo que está hoje, centrada na educação infantil. Talvez isso a torne mais complexa ainda. Irmãos, da muito nojo ver as propagandas da prefeitura de belo horizonte sobre educação infantil, da nojo ver as propagandas do estado de minas gerais sobre educação infantil e as propagandas de uma forma geral. Pois nós que somos pedagogos, vocês estudantes que voltam dos estágios semestralmente sabem que não é nada disso, sabem que é uma forma de anestesiar a população. É nesse momento, momento em que a contradição se apresenta que os normalzões não sabem o que fazer. Ficam mudos. Pois eles querem as normas, não querem gerar a novidade, não engravidam de novos partos.

Não preciso que os normalzões me defendam, e nem que os doidões me defendam. Não sou um doidão, e muito menos um normalzão. Ta por fora essa dicotomia, essas caricaturas. A vida é sofrida na pele e no pensamento. A vida é amanhecer antes do sol e ver o sol nascer, e ver o sol se por e rir, e estar contente com o trabalho, e chorar. Humanos de existência finita e bela, trágica. O que se espera de um estudante universitário é que realmente seu pensamento caminhe para a universalidade, pra abarcar novas perspectivas, mesmo aquelas que incomodem. Essa fábrica de normalzões e doidões que se converte a faculdade tem que quebrar. Mais amor, mais amorosidade, mais força, mais busca, mais humildade, mais interesse, mais vida, mais, muito mais amor a vida, muito mais janelas abertas, mais atitudes de construção, mais coragem para estudar. Coragem para estudar! Parece estranho dizer isso, mas falta coragem para estudar, para ler o que não sabemos. Coragem de estudar, coragem de falar e durante a fala mudar o tom de voz, para captar, para colher, coragem, simplesmente coragem, suavidade, entendendo que o debate acadêmico é uma luta de honra, uma luta nobre, circunscrita a um espaço onde não há poder de controle. A ruptura. E a avaliação? É uma forma de medir, apenas isso, medir, mostrar e medir, medir para ver o quanto cresceu a árvore. Só isso, doidão.



Escrito por cinemaeducacao às 11h56
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Pesquisa de Monografia


Faculdade de Educação

maio de 2011

 

 

 

Título

As relações familiares com o percurso escolar de sucesso

epistemologia do desenvolvimento e metáforas dos games

 


 



Escrito por cinemaeducacao às 16h25
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Sete dias, sete listas. E 175 clássicos

19/10/2010 12h38 -  Sérgio Rizzo, colunista do Yahoo! Cinema

 

 

 

“Desencanto” (1945), “Chinatown” (1974), “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977) e “Apocalypse Now” (1979) ganharam nesta semana uma distinção muito especial: o jornal inglês“The Guardian”, um dos principais diários europeus, os elegeu como o número 1 do ranking de filmes românticos, de crime (ou policiais), de comédias, e de ação e guerra, respectivamente.

A celebração do “Guardian” a 175 clássicos do cinema se estende por toda a semana. Diariamente, saem os 25 melhores filmes de um gênero. Os próximos serão de horror, de ficção científica e fantasia, e dramas e filmes de arte. Ao final, as listas vão corresponder a uma filmoteca básica de inflexão britânica, com personalidade distinta de relações semelhantes feitas nos Estados Unidos ou na França, por exemplo.

Mais do que um clássico do romance, “Desencanto” é um monumento do cinema britânico, com sua história de amor impossível entre duas pessoas casadas durante a II Guerra Mundial. Quem conhece o diretor David Lean de suas superproduções posteriores, como “Lawrence da Arábia” (1962) e “Dr. Jivago” (1965), tem notável exemplo de intimismo nessa adaptação de peça de Noel Coward.

O vice-campeão romântico foi “Casablanca” (1942), de Michael Curtiz, seguido por “Antes do Amanhecer” (1995) & “Antes do Por-do-Sol” (2004), ambos de Richard Linklater, com Julie Delpy e Ethan Hawke, por “Acossado” (1960), de Jean-Luc Godard, e por “Amor à Flor da Pele” (2000), de Wong Kar Wai.

Na sequência: (6º) “Se Meu Apartamento Falasse” (1960), de Billy Wilder; (7º) “Hannah e Suas Irmãs” (1986), de Woody Allen; (8º) “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (2004), de Michel Gondry; (9º) “Uma Janela para o Amor” (1985), de James Ivory; e (10º) “Jules e Jim” (1962), de François Truffaut.

A liderança de filmes de crime também está em boas mãos: com “Chinatown”, o diretor Roman Polanski fez o que alguns críticos consideram o último grande “filme de estúdio” à moda antiga em Hollywood. Em seguida, vêm “A Marca da Maldade” (1958), de Orson Welles; “Um Corpo que Cai” (1958), de Alfred Hitchcock; “Terra de Ninguém” (1973), de Terrence Malick; e “Rashomon” (1950), de Akira Kurosawa.

O Top 10 do crime se completa com (6º) “Pacto de Sangue” (1944), de Billy Wilder; (7º) “Carter, o Vingador” (1971), de Mike Hodges; (8º) “Pulp Fiction” (1994), de Quentin Tarantino; (9º) “Caché” (2005), de Michael Haneke; e (10º) “Os Bons Companheiros” (1990), de Martin Scorsese.

Não surpreende que Woody Allen comande o ranking de comédias com “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, mas muitos talvez se espantem com o segundo lugar: “Borat” (2006), de Larry Charles, com Sacha Baron Cohen. “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), de Billy Wilder, ficou em terceiro, seguido pela animação “Team America – Detonando o Mundo” (2004), de Trey Parker, e por um empate no quinto lugar entre “Dr. Fantástico” (1964), de Stanley Kubrick, e “Quinteto da Morte” (1955), de Alexander Mackendrick.

Depois, vêm (7º) “Diabo a Quatro” (1933), de Leo McCarey, com os Irmãos Marx; (8º) “Três é Demais” (1998), de Wes Anderson; (9º) “As Oito Vítimas” (1949), de Robert Hamer; e (10º) “A Vida de Brian” (1979), do grupo Monty Python. A inclusão de quatro filmes britânicos entre os 10 primeiros colocados sugere o que os críticos do “Guardian” pensam do humor local.

Na lista de ação e guerra, divulgada nesta terça-feira (19), “Apocalypse Now”, de Francis Coppola, é seguido por “Intriga Internacional” (1959), de Alfred Hitchcock, “Era Uma Vez no Oeste” (1968), de Sergio Leone, “Meu Ódio Será a Sua Herança” (1969), de Sam Peckinpah, e “Amargo Pesadelo” (1972), de John Boorman.

O brasileiro “Cidade de Deus” (2002), de Fernando Meirelles, beliscou a sexta posição. “Glória Feita de Sangue” (1957) e “O Salário do Medo” (1953), de Henri-Georges Clouzot, dividem o sétimo lugar, seguidos por “O Tigre e o Dragão” (2000), de Ang Lee, e “Além da Linha Vermelha” (1998), de Terrence Malick.

Na próxima sexta-feira, a filmoteca do “Guardian” estará completa. Clique aqui para conhecer as listas integrais e bom divertimento.

 

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Escrito por cinemaeducacao às 18h44
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Bonekas na Escola

um excelente filme pornô com travestis femininas

 

david josé

 

http://www2.ciashop.com.br/visocopy/Assets/product_images/grandes/IN47538.jpg

 

ò Beatriz, luz do meu coração, da minha alma, alma feminina como a minha, para quem endereço meus escritos. lá na montanha mais alta, na serra da piedade, lá onde as forças da natureza do brasil nascem constantemente, para verdeijar o mundo. ô Beatriz. muitas meninas vão se chamar Beatriz, outras se chamarão Miriã, outras se chamarão Michelle (me lembra a maravilhosa canção dos Beatles). ao som de rumba eram seus melhores pensamentos. pretendo narrar a você meu amor por você. um sentimento bom, em meu coração, que me alegra e me faz gostar mais das coisas vivas, e da serra da piedade. por isso vou contar uma estória a você, meu amor. minha florzinha, meu desejo. beijar a tua mão, é o que gostaria de fazer agora, carionhosamente, demoradamente, como deve ser o agir de um jagunço do mal, de um malvado assassino (me fez lembrar a personagem de Marcos Nanini na minissérie O alto da Compadecida (2003). mas do que eu falava mesmo? ah sim, do fato de que agora te amo. me aconteceu. só isso. uma emoção que gerei e que cultivo. só isso, uma reação fisológica. eu queria ser agora o mestre observando um combate de seu discípulo. e mesmo entender o significado da pedagogia de Jesus cristo, descrita em poucas palavras no capítulo 4 do livro evangélico de São Lucas, palavra perdida no versículo 30. a obsessão aqui é simple e medieval, Beatriz. o amor que sinto é muito leve e bom, e suave, e intenso. é aquela coisa morna e doce, um chá de carqueja, aquilo que compensa todas as mentiras do passado. ei! todos os seres humanos têm um passado, é aquilo que nos diferedas máquinas (me fez lembrar Blade Runner). mesmo se você fosse um homem travestido, eu te amaria, pois achei repouso pensando em você. quando comecei a subir a serra da piedade, o medo e o frio da noite estavam intensos. mas eu decidi subir aquela serra, era uma caminhada necessária a se realizar. o que é deprimente se realizaráem breve, mas depois dese adubo novas culturas virão. e esse amor quesinto por você é tão agradável para mim que tenho vontade de desfalecer e me masturbar loucamente pensando em você, até minhas mãos ficarem cansadas de tanto prazer. e isso é só parte da maldição de ser a carne viva. fazemos negócios com demônios piratas, eles passam pelas nossas vidas, e sua presença é sempre transitória, e isso explicaria pra você as pessoas que chegam, dão prazer, e vão embora. assim, navios. mas o que quero Beatriz, contigo, minha flor, é subir à montanha. não quero o mar, quero a montanha, a serra da piedade, para depois alcançar o céu, e voar. ir voando, pelas estrelas. para outrospalentas, um dos 500 planetas conhecidos pelo ser humano até hoje.

 

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o filme Bonekas na Escola tem duração de 60 min. são quatro episódios de relações sexuais, com um elenco de oito atores, estrelando travestis Thainá, Kalena, Hilda, Dayene e a maravilhosa Lucinara, estrela do filme. é um clássico do cinema pornográfico travesti, corresponde ao DVD do número 37 da revista TRANSEX. essa revista digital é vendida em bancas de jornais e mostra reportagens e filmes com travestis em cenas de sexo. o filme provavelmente é de 2005. é uma mídia reaproveitada em coleções de filmes pornôs.

 

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Escrito por cinemaeducacao às 11h22
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http://mondopaura.zip.net/images/cartaz9.jpg

 

Ir até a Fronteira

David Tierro Ramos

 

 

O filme A Fronteira foi liberado por psicólogos e pedagogos que realizam o trabalho de censura para idades superiores a 16 anos. O que isso quer dizer? Quer dizer que se espera que seres humanos acima de 16 anos possam imergir nessa obra de arte. Sim , o filme a fronteira (França, 2006) é uma obra de arte. Se comparado aos filmes de terror ou de horror, a fronteira traz elementos novos, não é apenas um filme para assustar as pessoas. É um filme que aborda a realidade humana, aborda os arquétipos humanos, aquelas coisas primitivas que ainda carregamos,nossos conflitos existenciais, nossos temores, nossas violências antigas. Desde Cain, que matou seu irmão, Abel, a espécie humana carrega a marca da violência entre seus membros.  O primeiro assassinato foi por motivo fútil; a inveja. Logo após esse crime, outras formas de violência foram inventadas, e a Empresa Brasil teve como marca de seu funcionamento as mais variadas formas de violência. O ser humano aprendeu desde o início de suas formas sociais que a violência pode render lucros, benefícios. Violentar um outro ser humano é uma forma de obter prazer, obter conforto, e principalmente obter TRABALHO. Mas quero fechar esse parágrafo me despedindo dentro do texto daqueles estudantes que não suportaram permanecer no cinema e assistir à fronteira até o fim. Como leitor de Foucault (vigiar e punir) sei que todos nós temos níveis de tolerância às imagens, mas o esforço do estudante em compreender os caminhos, aquela paciência didática para observar os caminhos, e para caminhar como grupo dentro da mata escura e horrível que é o próprio caminho de construção do conhecimento. Aos que desistiram de ir à fronteira, que tenha sido pelo menos válido chegar até o caminho. Alguns nem mesmo chegam na entrada da caverna. Mas é que preciso falar um pouco de Marx, um jornalista alemão do século XIX, que analisou profundamente as relações entre os trabalhadores e seus patrões. Falar de Marx só para quem viu a fronteira. As imagens do filme, e as cenas que o diretor brilhantemente organizou para que a trama e narrativa se desenvolvessem foi muito bem feira. A cena em que os assaltantes tentam fugir dos nazistas dentro de um túnel, com uma fotografia em que o assaltante está no centro da imagem, entalado e segurando uma vela é sem dúvida carregada de emoção, que os leitores de Marx experimentam na leitura. Presumo com bastante fé para mim que é a mesma emoção; ver aquela cena do filme à fronteira e ler as páginas iniciais do volume um do Capital. por isso é que chegar até o fim do filme e se emocionar com a história é fundamental. Se você sai, é porque não quer ter certo compromisso; um compromisso com sua própria dor de saber coisas novas. O que Marx nos diz logo nos primeiro momentos de outro livro seu A Ideologia alemã, de 1860, algumas famílias aprenderam a escravizar outras famílias. Como entender a passagem sem uma revolução do período colonial para o período imperial da Empresa Brasil? Há os que dizem que não compreenderemos a subjetividade envolvida nas formas de escravidão dos africanos e dos indígenas para trabalharem na Empresa portuguesa Brasil, localizada em novas terras descobertas e tomadas de outros povos, derrotados pela brilhante frota marítima portuguesa e pelo povoamento desordenado, que no século XVIII acontecia na sucursal localizada no cerrado brasiliano chamada desde 1711 de As Minas Gerais. Esse nome foi dado por causa da quantidade de metais e minérios preciosos encontrados pelos portugueses e seus descendentes, as famílias renoínas. O filme A fronteira parte de um presente caótico que começou a se repetir na França desde2006, as queimas de carros e roubos realizadas por jovens perdidos em sua identidade nacional. A onda de violência na cidade é mostrada pelo filme nas eleições compradas que a televisão anuncia, na gravidez sem amor da personagem principal, na futilidade e agressividade da juventude pobre. Imediatamente a essa contextualização, os atores assaltantes fogem para o interior, para a fronteira entre a França e a Holanda. Fugindo para o interior, saindo do caos que é a Paris onde os desempregados e os imigrantes promovem queimas de carros e enfrentamentos com as tropas da polícia.. Enquanto Paris é retratada com cores vermelhas, amarelas e laranja, as cores do gogo, as imagens da viagem dos assaltantes é retratada por cores azuis. Uma noite azulada, onde dois diálogos tensos acontecem. Sobre a violência, a mentira, a morte, a separação, ambição, as idéias que as personagens dialogicizam. Em 1711, no Brasil as fronteiras eram estabelecidas, dez cidades foram criadas, estruturadas e povoadas pelas famílias renoínas. É um exagero usar o filme a fronteira para falar sa realidade da história do Brasil? um objeto da cultura pode realmente ser apropriado para ser utilizado para além da função original? A formação familiar do outro lado do trabalho, as famílias de trabalhadores, dominadas, estabeleciam entre si pequenas cadeias de dominação de trabalho para outras famílias, menos possuidoras dos valores econômicos interessantes aos filhos dos portugueses e de outros imigrantes que chegaram para trabalhar na empresa Brasil e obter a denominação de Brasileiros. As dez cidades são: Vila Rica (Mariana), Sabarabuçu (Sabará), Mariana, Serro, Diamantina, Caetés, Congonhas, e outras quatro cidades que não me lembro. Como um porto para o escoamento da produção havia Paraty. Posteriormente, no século XXI, belorizontinos ufanistas passaram a chamar a rota de escoamento da produção mineira de Estrada Real. A estrada real, policiada é claro, sempre. Exércitos de pessoas armadas e credenciadas por um processo rudimentar de escolarização, as primeiras formas que as escolas chegaram, a idéia de escola, de formação sistemática, avaliativa, seletiva. As primeiras universidades brasilianas foram criadas para atender ao exército. Um paradigma. Mas o poder produtivo, as minas, que são valiosas mesmo no século XXI. As famílias donas dessas minas se simbiotizavam com o estado, desde o início da produção da empresa brasil. Estado, famílias, igreja, o que Marx fala para seus leitores em 1860 é que uma certa estrutura familiar, agregações de famílias são a imagem estética da contraposição entre trabalhadores e capitalistas. Existe família de capitalistas e família de trabalhadores. São os dois tipos de famílias mais importantes das atuais sociedades humanas desde o século XVIII, desde o período em que tal dicotomia política acontecia nas cidades que formavam a estrada real: as famílias renoínas e as famílias mineiranas. É claro, isso é uma abstração do modelo apresentado na ideologia alemã. Entretanto o argumento de Marx é forte: o primeiro ato histórico do ser humano é comer. Comer em família. A cena em que a família de nazistas se senta para a ceia do casamento é magnífica. Uma obra de arte, ali estão metáforas sobre a sociedade européia vistas outras vezes em obras como O Baile de Ettore Scola, ou no Sodoma e Gomorra de Pasolini. O pai nazista passa seu reich para o filho mais representativo de seus genes. Essa partilha genética é que ligou Darwin a Marx de alguma maneira, mesmo pela correspondência que ambos mantiveram, Marx como jornalista, Darwin como sociólogo. As famílias humanas educam seus membros para o propósito da vida, para as idéias sobre a vida. Algumas famílias ensinam seus filhos a escravizar outros seres humanos, brancos, negros, indígenas. Escravizar no sentido de se apropriar do trabalho realizado, do resultado do trabalho. E como as sociedades atuais fazem isso? Segundo Marx, pelo estabelecimento dos conceitos de EmpregoTrabalho. Bom, é complexo, mas me parece ser o seguinte: um emprego é uma atividade remunerada, por um acordo livre entre o realizador do trabalho e o pagante. Trabalho é a ação mecânicomental do ser humano, seu ontológico labor de transformar as coisas pela ação material das mãos (Darwin). As mãos humanas retiraram o ser humano da condição animal, era isso que se acreditava no século XIX. Ter um emprego não é a mesma coisa que realizar trabalho, e por isso que o capitlaista paga apenas o emprego, e não o trabalho. Ora, ocorre que durante o tempo de emprego, o operário realiza muito mais trabalho do que o que é pago. E o trabalho que não é pago passa a ser propriedade privada do capitalista. O Capitalismo, esse modelo de pagar pelo emprego e não pelo trabalho foi inventado pelos ingleses em 1459. Era uma reforma econômica complexa pois os capitalistas deveriam possuir muito valor tecnológico. Os Portugueses quando fundaram a empresa Brasil não puderam testar tal modelo nas terras brasilianas. Apenas no século XX esse modelo empresarial pôde ser implantado na empresa Brasil, oportunamente a partir da comemoração do dia das crianças, em 1961. No caso da empresa Brasil, a implantação total do capitalismo levou muitos anos. Entretanto na Alemanha isso durou também muito tempo. A ceia nazista terminou em assassinatos mútuos, irmãos matando irmão, como Cain e Abel, e é nessa tragédia familiar constante que a espécie humana nasce. Quando o carro da Yasmin é parado pela polícia, no final do filme, já na fronteira com a Holanda, muitas coisas estão prestes a nascer. Pensando Jung-Marcuse, algo absolutamente novo sempre está prestes a acontecer na vida de um ser humano; uma estrutura interna sempre nova a ser descoberta, um símbolo quase novo pode ser criado a todo instante pela cultura. Até então, os padrões arquétipos, sejam interiores, ou exteriores são repetidos para que a estrutura social seja repetida. Mesmo se essa estrutura for a violência. 

 

 

 



Escrito por cinemaeducacao às 13h50
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A viagem do Capitão Tornado

O Teatro e o Cinema: um aperfeiçoamento artístico

David José

 


 

 

O filme A viagem do Capitão Tornado é muito belo, a começar do cartaz do filme, não temos mais o hábito de ver cartazde filme porém era uma arte incorporada, e ainda é, em algumas culturas, a preocupação em apresentar em público, ou na porta do cinema, o cartaz. atualmente a função do cartaz de filme é cumprida pela capinha do DVD, e a função é apresentar a imagem inicial, a primeira relação com o filme. segundo Carl Jung, o corpo humano precisa desenvolver-se sexualmente, socialmente e psiquicamente para realizar as funções de satisfação do mundo adulto, e principalmente a atividade gregária, as associações, como casamentos, namoros, amizades, contratos sociais e relações políticas, e a emoção, ou arquétipos é a disposição corporal para me relacionar de maneira próxima com os objetos, as pessoas, a linguagem, o universo exterior, e as demandas internas. essa disposição é ancestral, inconsciente, não é uma emoção como as demais, tristeza, amor, ódio. o arquétipo é uma emoção sem objeto, para Jung.

Ao ler paralelamente o conceito de arquétipo de Herbert Marcuse, a impressão é a de que o desafio intelectual é a de pensar a emoção com objeto. arquétipo seria a emoção de filiação ao grupo, uma disposição corporal, de surgimento icobsciente, orgânico, que possibilitasse ao membro de um grupo humano ao conjuto de símbolos, códigos, e estruturas materiais de uma cultura, aquilo que a rede de fast food norte americana Macdonald sintetiza tão bem na frase: amo muito tudo isso. literalmente essa é a proposição de MArcuse, a inclinação a dizer isso dentro de uma cultura para com as estruturas e relacionamentos, mediado pelos símbolos, mas também pela tecnologia (Tecnologia, guerra e facismo", livro de Marcuse sobre a sociedade nazista da Alemanha, de 1934 a 1945. na sociedade nazista o cinema era igualmente importante, na perspectiva de Macuse e na perspectiva de Jung, que assistiram aos filmes nazistas da França, onde trabalhavam durante a segunda guerra. na perspectiva junguiana, o cinema nazista, a fábrica de estimular indivíduos a comportamentos de massa mexia, estimulava, tocava, e enfim, talvez o verbo mais importante, se associava às inclinações e disposições orgânicas, as emoções, tanto para causar tristeza, alegria, fantasia, conhecimento. tudo isso o cinema propicia, mesmo quando o filme de cinema é usado em salas de televisão domésticas, veículos majoritários da relação dos seres humanos do século XXI com o filme.

as mesquinharias de nossa vida de consumidores de imagens pode ser explicada por duas interpretações do fenômeno. primeiro por causa das idéias sobre a vida mental do indivíduo, no que foi estudado de Jung. temos um grupo de seres humanos que se reunem pra divulgar a arte no interior da frança. depois de algo, de uma miséria qualquer eles decidem voltar para Paris, enfrentando a precariedade daquele país no século XVII, ainda marcado vivamente pela idade média. a união dos seres humanos, artistas de teatro, para poder sobreviver da arte e a dureza de representar para um mundo triste, ou para vários mundos, alegres, triste, rico, pobre é o tema central da trama. de repente surge o herói, um nobre falido que vai para Paris buscar o mundo de riqueza e encanto, mas um mundo que morria junto com a idade média. a ilusão do sujeito. esse pode ser o fator de encontro entre a disposição emocional interna (arquétipo) que faz com que esse filme, a viagem do capitão Matamoro, sua desilusão e morte, e depois ressurreição, para depois morrer de novo. a personagem do "Capitão Fracassa", ou "Capitão Tornado" é a emoção central do filme, uma personagem que no palco é um homem mascarado e covarde que tem fama de valente, mas morre de medo dos combates. sendo vencido por um vilão, é retirado de cena.. entretanto os deuses do teatro, aquelas morsas vinkings que vigiam e estimulam os que são dados às gentilizas na terra, manda a morte ir cobrar do vilão que havia vencido Fracassa/Tornado. como queria Kiekgard, os deuses possuem humor. externamente a essa trama interior de uma personagem dual, o Matamoro triste e fracassado, sem platéia, se transformava em Capitão Fracassa encanta a platéia, distribuíndo a tensão emocional das pessoas envolvidas com a arte, com a representação. fora do palco um derrotado literalmente, dentro do palco um herói abençoado pelos deuses, mas canastrão. Fora do palco o ator que representa Matamoro se suicida ao ir para o meio da neve numa tempestade de neve, depois de discutir e sofrer uma desilusão da mulher que amava, sua sobrinha. a própria sobrinha era a mulher dos sonhos. talvez nun desejo de reconstruir a família, se afogar de prazer no próprio sangue, pois a sobrinha é profundamente bela. com a morte de Matamoro, outro assume a personagem, o rapaz nobre-falido, e de uma ressurreição, vai novamente à morte, como uma sina grega. mas quem tem paciência de ver um filme como esse "A viagem do Capitão Tornado"? são 128 minutos, duas horas de cinema, sem explosões e superexcitação visual, pelo contrário, uma paisagem nebulosa, fria, faminta, sem cores fortes, num filme onde a cor bege, a cor cinza, a cor lilás, a cor marrom, a cor da terra sobressaltam. a atmosfera é engraçada, pois na verdade é o escudeiro fiel do Capitão Fracassa quem conta a estória para o cinespectador, de uma forma meio "narrador de memórias". mas quem teria paciência para ver no cinema esse filme. o estudo dessa população, da população que vê a viagem do capitão tornado poderia revelar como as emoções são movidas no momento da cinevisão, da expectação, e como a emoção de pertencer a alguma coisa pode ser subtraída. por exemplo, nós brasileiros não tivemos aqui no Brasil uma idade média, não sabemos o que é isso a não ser pelos livros de história. o que é a passagem da idade média para a idade moderna? o que é consumir arte de teatro? segundo Jung saber que estamos diante de uma fantasiapode ser uma forma de pertencer, a sensação da normalidade, a adesão à normalidade, aos fatos reais, à forma de nos associarmos ao coletivo, essas disposições, que se tornam estruturas da vontade do indivíduo, e pelas quais somos avaliados e aceitos, ou negados, pela forma social em que vivemos, elas revelam que a EDUCAÇÂO de um indivíduo na verdade é uma forma de acomodação mental às formas culturais, alimentadas pelas emoções primordiais, os arquétipos. claro, como a sociedade humana poderia aumentar suas populações se não fossem os mecanismos de acomodação? e se todo grupo de trabalho brigasse, e se as pessoas não se tolerassem? ou tivessem atitudes mentais, pensamentos, que impedissem as associações? mecanismos primordiais nos fazem emocionar diante da sociedade que vivemos, a ponto dessas emoções, arquétipos, serem os vínculos. isso contrói  um grande corpo emocionado, de formas de emocionar, ou de estruturar emoções, chamado inconsciente coletivo, presente em todas as associações humanas históricas, associações humanas da vida mesmo, cotidianas. o teatro.

 

 

Sobre Marcuse, elocubrações...

David José

 

 

Aquilo que apaga, que desaparece, aquilo que some da vida das pessoas, seja um hábito, uma palavra, uma forma de dançar, essas coisas cotidianas que acompanham a vida humana, que são aprendidas e que podem sumir definitivamente com a morte do indivíduo, é sobre essas coisas, esses fenômenos da vida humana que Marcuse parece investigar, numa forma de relacionar o Estruturalismo e a Fenomenologia. A cultura humana não se propaga por meio de DNA. Passos de dança, palavras, pensamentos idéias, principalmente todas as coisas que são transmitias pelo registro do corpo humano, isso precisa se vincular às formas culturais de todas as sociedades. Quando ele trata do homem dividido ele fala do corpo, da vida do indivíduo que tenta encontrar na cultura aqueles comportamentos, saberes de como ser, como existir, sobre o que pensar, e o que fazer, e encontra como resposta um conjunto limitado de hábitos. Essa divisão se dá pelo pouco oferecido ao indivíduo da própria cultura. A monopolização que existe da racionalidade deixa o indivíduo compartido. Como a cultura não é inata, as formas culturais que uma sociedade estrutura para oferecer ao sujeito uma variedade de comportamentos e suas conseqüências forma o que Marcuse chama de aparato. Ativos particularmente quando a cultura de um povo passa a ser protegida por forças militares e geram “Estados”, os aparatos também são formas de controle do comportamento dos indivíduos, em termos antropológicos pela educação dos membros de uma sociedade. O Teatro é tanto um comportamento quanto um aparato, uma vez que o teatro pode falar de si mesmo, e por isso é um conteúdo da cultura. Esses conteúdos culturais ganham longevidade na vida das pessoas quando possuem uma extensão material, uma forma, sejam vocábulos, sejam objetos de arte, sejam símbolos, sejam instituições. Esses arquétipos são unidades que possibilitam o reconhecimento da identidade de um grupo social, há nos arquétipos um investimento da cultura, para que por meio deles a cultura se propague. Entretanto, ao contraio do conceito que Jung desenvolve sobre os arquétipos, Marcuse indica um processo de aprendizagem necessário para que os arquétipos de uma cultura humana possam comunicar ao indivíduo o significado, sentido e valor dos objetos e fatos da sociedade.

 

A viagem do Capitão tornado é um filme que fala do teatro que fala de um filme

 

Para terminar a reflexão sobre o filme, precisamos falar do diretor, o Etore Scola, italiano que realizou grandes filmes., entre eles "O Baile" (1983), sua obra de arte, um filme que não requer tradução, pois pode ser assistido em qualquer  idioma do mundo. a entrevista está em italiano, sem tradução. mas em tempos de novela da globo com sotaque italiano, apresentar uma conversa e tentar entender o idioma real é a pornografia da linguagem. uma forma de saber um pouco mais sobre o homem que ideallizou e filmou a Viagem do Capitão Tornado. o verdadeiro Matamoro da estória, Etore Scola, mas eis;

 

E falando do filme "O Baile", há uma cena desse filme em que o Brasil é retratado em sua cultura musical e na influência dessa cultura musical na história do povo europeu doséculo XX.é uma cena ue fala mais do que apenas de cultura, é claro, de emoções humanas também. vale a pena assistir:



Escrito por cinemaeducacao às 20h36
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Férias e Cinema

David Tierro

 

Há sempre os filmes que nos marcam, qe elevam nossas experiências existenciais. a popularização do cinema, seja de maneira correta ou ilegal, fez com que as pessoas mais simples pudessem ter acesso a uma parte da grande obra mundial do cinema. A arte e a não-arte de milhares, talvez milhões de filmes já produzidos pelo homem desde a invenção do cinema, no final do século XIX, transformam a vida do ser humano radicalmente. Podemos dizer que a espécie humana é outra depois que assistir filmes passou a ser atividade cotidiana. A pirataria, o barateamento da tecnologia digial e a crescente produção mundial de filmes, dos mais variados gêneros, expandiu o acesso ao cinema. Como vivemos em sociedades capitalistas, a propriedade privada e a dificuldade de coletivizar, socializar objetos, cultura e informação gerou uma demanda que as redes de pirataria digital imediatamente absorveram. Não é possível para um trabalhador e trabalhadora, com renda mensal de dois salários mínimos comprar oficialmente DVDs com preços de 30, 40, 60 reais, como são vendidos nas lojas "oficiais". A espécie humana é caracterizada exatamente pela criatividade em remover obstáculos adaptativos.

Reuni ao longo de alguns anos cerca de 300 filmes, de vários gêneros, desde pornográficos a religiosos. Filmes bons, que considero fundamentais para uma videoteca básica. E aproveitando as férias da Universidade resolvi selecionar os vinte mais interessantes e realizar uma reflexão filosófica despreocpada sobre cada um. Muitos desses filmes são utilizados no curso superior enquanto mediadores pedagógicos e didáticos. Convido os leitores a filosofar comigo sobre os seguintes filmes:

 

Killer Bean (animação)

Tensão em Ruanda

Rebobine Por Favor

Anti Cristo

9 - A Salvação (animação)

Selvagem (animação)

Os Sem-Floresta (animação)

Drillbit Taylor

O Faixa-Preta

Submundo

Fantasmas da Guerra

Astroboy (animação)

Matrix I

Machine Girl

O Massacre da Serra Elétrica I

Apocalypto

A Fronteira

Um Homem Sério

A Viagem do Capitão Tornado

Dante Inferno (animação)

Final Fantasy (animação)

 

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Escrito por cinemaeducacao às 02h53
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Hermes e Renato

mtv - brazil

 

Um grupo de atores profundamente sinistros e inteligentes que fazem uma etnografia da palhaçada brasileira, numa típica caricatura dos costumes nacionais feita pelo ponto de vista carioca esculachado. muito interessante e criativo, o programa é exibido às terças feiras 23:00 no canal aberto MTV. certos quadros do programa podem ser utilizados para análises sociais e como metáforas de várias questões da vida cotidiana. o seguinte quadro é um dos mais hilários. trata-se de um programa de televisão apresentado por um "cocô" que apresenta momentos em que as fezes vencem a força de vontade do homem. forçando um pouco a barra, dá pra chegar a Freud. é divertido. o programa do cocô se chama "merda acontece". veja alguns quadros desse programa.

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por cinemaeducacao às 18h11
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Epistemologia de jogos eletrônicos

You Are Empty

 

Um jogo muito bacana, com animações interessantes. Os cenários são bem detalhados e os monstros são assustadores. Uma emoção inesquecível e terrífica é jogar "You are Empty" de noite, sozinho em um quarto escuro. Você aguenta? O cenário do Jogo explora um futuro distópico onde a loucura de Stalin, o Imperador da URSS no início do século XX toma proporções nucleares absurdas, com a engenharia genética transformando os russos em monstros. A experiência de jogar You are Empty é a experiência de uma solidão, pois todos os moradores estão loucos, viraram monstros, e vagam pelas ruas assassinando quaisquer outros. Maravilhosa é o espaço inicial do jogo, um sanatório. A personagem do Jogador desperta em um sanatório, em meio aos loucos, que gritam desenfreadamente. Enfim, é um jogo muito bom.

 

 

 



Escrito por cinemaeducacao às 15h00
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